terça-feira, 20 de março de 2012

Vitrine

Bem sei quem me fez acreditar no amor.
Eu, que aprendi pela falta...
Depois de inventar sorrisos alternativos, deixava-me ser vista, mas nunca alcançada.

É gostoso falar de perigo.

Preciso de mais força física.
Pernas e braços ensaiam o sustento do coração. Um que não é morto porque não viveu.
Assistiu o amor das vitrines...

O que me fortalecia era a impossibilidade do fracasso.
Tive alegria segura, minha. Sempre ditei começo e fim...
A confiança que dou às pessoas é pouca; não lhes confio felicidade alguma.

O que nunca tive, sempre fará menos falta do que aquilo que deixei de ter.
Essa é a lógica do medroso.
Seria capa
z de suportar não ser interessante? Insuficiente, comum?

Choro por dentro... De dor e arrependimento...
Antes mesmo de me fa
zer amada e amante , vou vivendo morta de amor.

21/03/2012

Thaís dê V Lopés

Um comentário:

  1. Tânia Vasconcelos21 de março de 2012 04:39

    Parabéns mais uma vez! Você sempre surpreendendo...

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Obrigada pelo comentário!